19 de jul. de 2010

A falta de amor



Os maiores males que acontecem no mundo e que confundem nossas mentes, nascem de uma única fonte, a falta de amor, hoje substituída pelo medo e a ira.

O medo é a sombra que sempre assustou os homens e os coloca, ora em competições gananciosas, ora em lutas por não sabermos quem somos integralmente.

Esquecemos que somos filhos do mesmo Deus de amor e de abundância, além de vivermos nossa unidade. Os medos passados e presentes, conscientes e inconscientes precisam ser postos nas mãos de Deus, em troca do amor que está em seu coração a espera de que clamemos por ele e o reconheçamos dentro de nós, e não fora, onde buscamos.

Deus, como nossa origem, está dentro de todos. Jamais O encontraremos nas ira, mentiras, espertezas, violências e egoísmos ou riquezas que exaurem nossas melhores energias.

Só o amor é fonte de paz, harmonia e da percepção da unidade de tudo que foi criado. Nele está a vida e a luz dos homens, ou o cumprimento das leis e das promessas crísticas. Quanto mais amor, menos contendas, invejas, depressões ou dor.

Hoje sopra de leve, sobre toda a humanidade um suave vento ao despertar do amor, em pessoas e grupos. É o sopro de Deus acordando os homens decaídos no medo e nos seus males. O medo foi, e ainda é, a grande queda que desviou a humanidade para uma mentalidade auto suficiente, longe dos desígnos de Deus.

O estado de angústia que hoje predomina no mundo é a falta de Deus, impedida de fluir em todas as situações. Estará o mundo disposto a varrer seus medos e abrir o coração à batida do Senhor da luz e do amor, que espera por nós?

Para isso é preciso relaxar e deixar de lado toda tensão e angústia, e confiar no amor que nos criou e nos sustenta. De dentro de cada célula, de cada átomo do corpo pode brotar a vitória do amor. Isso é mais ou menos o que ensina Ken Carey em seu excelente livro, "Visão" da Cultrix-Pensamento.

O espírito não é exterior, e parte sempre da essência da vida, de nosso núcleo interno e se irradia para todo o exterior. Precisamos nos unir nessa corrente de amor.

Falta de educação familia afeta ambiente escolar






Um estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), publicado na última semana, concluiu que o professor perde muito tempo para manter a ordem em sala de aula. Isso não é novidade para quem trabalha em escola, já que a indisciplina é um dos fatores que mais estorvam o ensino de qualidade.
Suas causas são diversas. Em geral, a ausência da intervenção familiar e algumas características do próprio aluno ganham lugar de destaque ao analisarmos o fenômeno na escola. Vamos pensar a respeito do papel dos pais nessa questão.A falta de limites na educação familiar tem sido um bordão utilizado por especialistas de diversas áreas para explicar o comportamento ruidoso, incivilizado, transgressor e, por vezes, violento dos alunos em sala de aula. Mas devemos mudar o foco da discussão, já que esse não tem ajudado quase nada. Podemos pensar, por exemplo, em como tem ocorrido a socialização de nossas crianças.
Cabe aos pais iniciar esse processo: ensinar o filho a falar, a vestir-se, a alimentar-se, a cuidar de seu corpo, por exemplo, são partes fundamentais. Entretanto, nada disso ganha sentido se não ocorre no grupo familiar e com ele. É preciso que a socialização seja coletiva, portanto, mesmo que no âmbito privado. Por exemplo: o ato de falar. Não basta que os pais ensinem a criança a nomear e a pronunciar as palavras corretamente para se expressar. É preciso que ela aprenda a se comunicar, ou seja, a usar a fala na relação com os outros.
Os pais precisam ensinar a criança a se comunicar com a família. "Espere sua vez para falar", "Não interrompa sua mãe" e "Fale mais baixo" são exemplos de frases que ajudam a criança, desde pequena, a usar a fala de modo social e dialógico, ou seja, considerando os outros com quem interage e o grupo em que vive. O mesmo vale para o andar, o alimentar-se...
Entretanto, temos hoje dois fatores que atrapalham situações que favoreçam esses tipos de intervenção. O centro das famílias passou a ser lugar ocupado pelos filhos e, por isso, os pais priorizam o que eles fazem. Calam-se quando eles falam, acham natural que corram em ambientes fechados, que se alimentem a qualquer hora, não chamam a atenção quando eles tomam atitudes inadequadas na frente dos outros. Mais do que deixar de colocar limites, muitos pais acatam o comportamento dos filhos.
O segundo motivo é que, cada vez menos, as famílias se reúnem para uma refeição ou compartilham períodos juntos. A casa tornou-se um ambiente em que cada integrante da família tem sua própria vida. O individual superou o coletivo também no interior da família. Por isso, muitas crianças chegam à escola sem saber como estar com os pares, com os adultos e no grupo e lá precisam aprender quase tudo. Essa é nossa realidade.
Por fim: os professores não "perdem" tempo quando colocam ordem na sala de aula. Criar a ambiência positiva para o ensino é parte integrante da aula, afinal.

Excesso ou falta de proteção

Muitas mães têm se tornado inconvenientes quando procuram proteger seus filhos: chamam a atenção das mães dos colegas deles, dão broncas nos professores, são rudes com parentes que interagem com seus rebentos etc. É claro que as crianças precisam da proteção dos adultos, porque sem ela não têm condições de viver bem. A mãe é a primeira a exercer essa função: alimenta o filho, cuida de seu bem-estar, evita que se coloque em situação de risco. Quando ele ainda é um bebê, a função de proteção não provoca dúvidas. O problema aparece quando a criança começa a crescer.

Sabemos que o mundo adulto tem muitas facetas que, para a criança, são hostis e provocam medo, insegurança e angústia. É que ela ainda não tem recursos para fazer frente a muitas questões que nós, adultos, enfrentamos, mesmo com dificuldade. Recentemente, por exemplo, um acidente aéreo fez com que muitas famílias decidissem cancelar as férias porque os filhos ficaram com medo de avião. Muitos adultos também ficaram receosos, mas viajam assim mesmo se precisam.A criança precisa, portanto, ser protegida do mundo adulto. Precisa que seus pais a protejam do excesso de atividades, de estímulos que apelam para o erotismo e o consumismo, de informações detalhadas sobre crimes, guerras, corrupção e até de si mesma. Por ainda não ter desenvolvido seu mecanismo de autocontrole, precisa contar com o bom senso dos pais para ser contida em alguns de seus impulsos.
As crianças sabem muito bem o que querem, mas ainda não sabem se podem ou devem ter ou fazer o que querem. Cabe aos pais essa decisão. Conter a criança é protegê-la.
Nem sempre damos esse tipo de proteção às nossas crianças, não é verdade? Em compensação, muitas mães levam às últimas consequências a tentativa de proteger seus filhos das coisas inevitáveis da vida.
É coisa de criança, por exemplo, estranhar-se com seus pares, reclamar de suas obrigações escolares, considerar injustas as pequenas sanções que sofre dos professores etc. E a primeira atitude que ela toma é justamente pedir proteção.Mas nem sempre a mãe deve interferir. Se os pais confiam na escola que o filho frequenta, devem apenas encorajá-lo a procurar a ajuda dos professores e falar diretamente com eles a respeito dos problemas que lá enfrenta. Sempre que os pais interferem diretamente, colaboram para que o filho se recuse a crescer e mantenha a ideia de que não tem condições de encarar as dificuldades.
Mesmo quando a mãe considera que o problema que o filho diz enfrentar na escola merece uma intervenção, ela deve ser feita diretamente com os responsáveis da escola, e não com outras mães, porque isso pode criar problemas e situações constrangedoras. Andamos atrapalhados com o conceito de proteção à infância: nem sempre oferecemos o necessário e muitas vezes cuidamos do que não é preciso. Desse modo, a ideia de crescer fica confusa para a criança.

18 de jul. de 2010

O sonho

Dois irmãozinhos brincavam em frente de casa, jogavam bolinhas de gude.
Quando Júlio o menino mais novo disse ao irmão Ricardo:
Meu querido irmão, eu te Amo muito e nunca quero me separar de você!
Ricardo sem dar muita importância ao que Júlio disse, pergunta:
- O que deu em você moleque?
Que conversa besta é essa de amar?
Quer calar a boca e continuar jogando?
E os dois continuaram jogando a tarde inteira até anoitecer.
À noite o senhor Jacó, pai dos garotos chegou do trabalho,
estava exausto e muito mal humorado,
pois não havia conseguido fechar um negócio importante.
Ao entrar, Jacó olhou para Júlio que sorriu para o pai e disse:
- Olá á papai, eu te Amo muito e não quero nunca me separar do senhor!
Jacó no auge de seu mal humor e stress disse:
- Júlio, estou exausto e nervoso,
então por favor não me venha com besteiras!
Com as palavras ásperas do pai,
Júlio ficou magoado e foi chorar no cantinho do quarto.
Dona Joana, mãe dos garotos sentindo a falta do filho foi procurá-lo pela casa,
até que o encontrou no cantinho do quarto com os olhinhos cheios de lágrimas.
Dona Joana espantada começou a enxugar as lágrimas do filho e perguntou:
- O que foi Júlio, porque choras?
Júlio olhou para a mãe, com uma expressão triste e lhe disse:
-Mamãe, eu te Amo muito e não quero nunca me separar da senhora!
Dona Joana sorriu para o filho e lhe disse:
Meu amado filho, ficaremos sempre juntos!
Júlio sorriu, deu um beijo na mãe e foi se deitar.
No quarto do casal, ambos se preparando para se deitar,
Dona Joana pergunta para seu marido Jacó:
- Jacó, o Júlio está muito estranho hoje, não acha?
Jacó muito estressado com o trabalho disse a esposa:
- Esse moleque só está querendo chamar a atenção...
Deita e dorme mulher!
Então todos se recolheram e todos dormiam sossegados.
Às 2 horas da manhã, Júlio se levanta vai ao quarto de seu irmão
Ricardo e fica observando o irmão dormir...
Ricardo incomodado com a claridade acorda e grita com Júlio:
- Seu louco, apaga essa luz e me deixa dormir!
Júlio em silêncio obedeceu o irmão,
apagou a luz e se dirigiu ao quarto dos pais...
Chegando ao quarto de seus pais acendeu a luz e ficou
observando seu pai e sua mãe dormirem.
O senhor Jacó acordou e perguntou ao filho:
- O que aconteceu Júlio?
Júlio em silencio só balançou a cabeça em sinal negativo,
respondendo ao pai que nada havia ocorrido.
Daí o senhor Jacó irritado perguntou ao Júlio:
- Então o que foi moleque?
Júlio continuou em silêncio.
Jacó já muito irritado berrou com Júlio:
- Então vai dormir seu doente!
Júlio apagou a luz do quarto se dirigiu ao seu quarto e se deitou.
Na manhã seguinte todos se levantaram cedo,
o senhor Jacó iria trabalhar, a dona Joana levaria as crianças para
a escola e Ricardo e Júlio iriam à escola...
Mas Júlio não se levantou.
Então o senhor Jacó, que já estava muito irritado com Júlio,
entra bufando no quarto do garoto e grita:
- Levanta seu moleque vagabundo!
Júlio nem se mexeu.
Então Jacó avança sobre o garoto e puxa com força o cobertor
do menino com o braço direito levantado pronto para lhe dar
um tapa quando percebe que Júlio
estava com os olhos fechados e que estava pálido.
Jacó assustado colocou a mão sobre o rosto de Júlio
e pôde notar que seu filho estava gelado.
Desesperado Jacó gritou chamando a esposa e o filho Ricardo
para ver o que havia acontecido com Júlio...
Infelizmente o pior.
Júlio estava morto e sem qualquer motivo aparente.
Dona Joana desesperada abraçou o filho morto e não conseguia
nem respirar de tanto chorar.
Ricardo desconsolado segurou firme a mão do irmão
e só tinha forças para chorar também.
Jacó em desespero soluçando e com os olhos cheios de lágrimas,
percebeu que havia um papelzinho dobrado nas pequenas mãos de Júlio.
Jacó então pegou o pequeno pedaço de papel
e havia algo escrito com a letra de Júlio.
"Outra noite Deus veio falar comigo através de um sonho,
disse a mim que apesar de amar minha família e dela me amar,
teríamos que nos separar.
Eu não queria isso, mas Deus me explicou que seria necessário.
Não sei o que vai acontecer mas estou com muito medo.
Gostaria que ficasse claro apenas uma coisa:
"- Ricardo, não se envergonhe de Amar seu irmão.
- Mamãe, a senhora é a melhor mãe do mundo.
- Papai, o senhor de tanto trabalhar se esqueceu de viver.
- Eu Amo todos vocês!"



Conclusão:


Quantas vezes não temos tempo para amar,
e receber o amor que nos é ofertado!
Talvez quando acordamos pode ser tarde demais...
mas, ainda há tempo!

Mensagem de Reflexões




A VIDA LHE COLOCA ONDE ESCOLHEU ESTAR

Nasceste no lar que precisavas.
Vestiste o corpo físico que merecias.
Moras onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização.
Teus parentes e amigos são as almas que atraístes, com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente sobre teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas, tudo aquilo que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontade são a chave de teus atos, atitudes são as fontes de atração e repulsão na tua jornada vivencial.
Não reclames, nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograme tua meta,
Busque o bem e viverás melhor.


SER FELIZ É CORRER RISCOS


Feliz é aquele que saboreia quando come, enxerga quando olha, dorme quando deita, compreende quando reflete, aceita-se e aceita a vida como ela é.
Há quem diga que felicidade depende, antes de tudo, de bastar-se a si próprio; de não depender de ajuda, de opinião e, sobretudo, de não se deixar influenciar por ninguém.
Será mesmo? Você pode imaginar uma pessoa assim?
Lao Tzé dizia: "Grande amor, grande sofrimento; pequeno amor, pequeno sofrimento; não amor, não sofrimento".
Pode imaginar você um homem sem paixão, sem desejos? A felicidade, entendida assim, não seria apenas um engôdo, algo contra a natureza humana?
Evidentemente! Sem amor, sem paixão, que sentido teria a existência?
A felicidade é proporcional ao risco que se corre. Quem se protege contra o sofrimento, protege-se contra a felicidade.
Quem se torna invulnerável, torna sem sentido a existência.
O homem feliz aceita ser vulnerável. O homem feliz aceita depender dos outros, mesmo pondo em risco sua própria felicidade.
É a condição do amor e de todas as relações humanas, sem o que a vida não teria sentido!!!

Precisei quase morrer para ver que meu filho era mais importante que meu corpo



Lembro com lucidez de cada detalhe do acidente que sofri em abril do ano passado. Um carro bateu de frente com o meu, em alta velocidade. Eu e o meu amigo que dirigia ficamos gravemente feridos. Me recordo do farol vindo em minha direção e do barulho ensurdecedor da freada. Não sei como sobrevivemos. Só sei que a partir desse dia redescobri o valor de viver ao lado das pessoas que amo.

*Só pensava na minha carreira
Eu tinha uma vida agitada. Meu tempo era dividido entre administrar a clínica de estética e fisioterapia, dar aulas de Pilates, cuidar do meu corpo, me divertir e ficar com o meu filho. Nessa ordem de prioridades.

Essa vida meio louca começou quando eu tinha 18 anos e perdi meu pai. Nessa época, minha mãe sofreu na minha mão porque eu vivia nas baladas com o namorado da vez e não queria saber de sermão. Aliás, discutíamos por tudo. O resultado disso foi um distanciamento cada vez maior entre nós. Aí, aos 27 anos engravidei e optei por não casar com o pai do bebê. Continuei na casa da minha mãe e foi ela quem cuidou do meu filho nos cinco anos seguintes. O tempo passava e eu só queria saber da minha carreira e do meu corpo. Meu ano de 2009 seguia nesse ritmo, até o dia do acidente.

*Ignorei minha intuição
Naquela sexta-feira de abril, eu e meu amigo saímos cedo com a expectativa de fecharmos um bom negócio. Pegamos a estrada no meu carro novo. Minha mãe pediu para que fôssemos de ônibus, mas não dei ouvidos. Também ignorei a angústia que senti no dia anterior. Um aperto que se repetiu minutos antes do acidente.

Na volta, enquanto atravessávamos uma ponte, vimos um carro na contramão vindo em nossa direção. Ele tentava ultrapassar um caminhão. Não deu tempo de nada e... Batemos de frente. Foi tudo muito rápido e indolor. Na hora, pensei na minha mãe, no meu corpo perfeito, no meu carro novinho e no meu filho. Não tinha noção do que estava acontecendo, mas sabia que estava entre a vida e a morte.

Senti as primeiras faíscas do fogo que incendiava meu carro no momento em que duas mãos me puxaram para fora dele. Meu anjo da guarda foi o médico Jorge Vasconcellos, que vinha logo atrás do meu carro. Ele ignorou a espera da ambulância e nos levou ao hospital, em seu próprio veículo.

*Meu filho cuidou de mim
Acordei no dia seguinte, na sala do pós-operatório, com um tubo na garganta e um corte imenso no abdômen. Um enfermeiro me deu a notícia: "Você passou por nove horas de cirurgia". Ele também me descreveu o estrago provocado pelo acidente. Meu caso era gravíssimo. Ao chegar no quarto, encontrei minha mãe com os olhos inchados de tanto chorar. Lembro da felicidade que senti ao vê-la.

Duas semanas depois, contrariando todas as expectativas, recebi alta. Os médicos estavam surpresos com a minha recuperação e preferiram evitar os riscos de infecções, por isso me mandaram para casa. Reencontrar meus irmãos e meu filho foi emocionante. Nossa, como eu amava aquelas pessoas! Meu pequeno, de 5 anos, logo se prontificou a cuidar de mim. Afinal, eu estava nas condições de um bebê: precisava de banho, de comida, de fralda.

Minha recuperação levou quatro meses no total, de abril até agosto. Foi bem mais rápida do que a gente esperava. Nesse tempo, tive que reaprender tudo: a mexer os braços, a andar, a tomar banho e a controlar minha alimentação de acordo com o meu novo intestino. Todo esse processo foi doloroso, mas gratificante. Aproveitei meu tempo ocioso para aprender mais sobre fisioterapia, pela internet, e pratiquei os exercícios em mim mesma. Voltei a trabalhar em agosto do mesmo ano. Foi uma vitória.
Meu renascimento
Quando analiso o antes e o depois do acidente, percebo que virei uma pessoa muito melhor. Hoje, não me importo de ter todas essas cicatrizes no corpo ou um carro usado na garagem. Também nunca me revoltei contra Deus ou contra o motorista que causou o acidente. Ele fugiu para São Paulo e nunca perguntou de mim ou do meu amigo, que também sobreviveu. Eu abri um processo contra esse motorista, mas até agora não tive retorno. Só quero justiça: ele precisa aprender a respeitar a vida dos demais.

Também tirei muitas lições desse acidente. É louco pensar que precisei passar por um choque desses para enxergar a fragilidade e o valor da vida. Estou na minha melhor fase profissional e continuo trabalhando muitíssimo, mas sei dos meus limites. Aprendi a dividir o meu tempo, sem deixar as pessoas que eu amo em segundo plano. Aproveito cada minuto do meu dia e agradeço por ter o privilégio de estar viva.

As 8 lições que aprendi e que mudaram minha vida


1. Valorizar minha família e fazer de tudo para estar ao lado dela. Não passo um dia sem falar com a minha mãe.
2. Demonstrar meu afeto e dizer “te amo” todos os dias. Não há hora certa para praticar o carinho.
3. Ser sincera e falar tudo que me incomoda. Assim, minhas relações são mais ricas e transparentes.
4. Viver o hoje sem deixar nada para amanhã.
5. Agradecer todos os dias pelas coisas boas e não me chatear com as que não deram certo.
6. Ouvir os sinais do meu coração. Quando sinto que algo não vai bem, paro e analiso. Afinal, prevenir nunca é demais.
7. Cultivar meus verdadeiros amigos, aqueles que estiveram ao meu lado quando precisei. E cortar da minha vida as pessoas que não me agregam valor. A vida é curta demais para desperdiçarmos tempo.
8. Definir novos valores que o dinheiro não compra: ser feliz independentemente do carro, do corpo e do salário. Tudo isso é importante, mas não são mais minhas prioridades.

17 de jul. de 2010

Linda história de amor


Eu nem acredito que estou aqui contando a minha história a todos vocês, pois é uma alegria muito grande demonstrar tudo o que sinto.
Eu era uma menina desiludida com a vida, tinha um namorado que só me fazia sofrer e chorar todos os dias, com ele não tinha alegria nenhum, pois ele era um grosso e me tratava muito mal.

Terminei o colegial, então decidi fazer faculdade, entrei no curso de direito, e conheci uma menina super legal, que logo ficamos amigas, amigas inseparáveis. Na terceira semana de aula ela me apresentou seu primo, na hora não vi interesse nenhum nele, inclusive eu ainda estava namorando.
O tempo foi se passando e eu fui pegando mais amizade com ele, conversava todos os dias, ele me dava conselhos de um monte de coisas.

Um dia saímos da faculdade para assistir jogo em um bar, nesse dia ele me disse que estava apaixonado por mim, mais que além de eu ter namorado, ele também namorava...falou que não conseguia parar de pensar em mim, e mais aqueles papos de garotos quando estão afim...

Na hora nem liguei, falei que não tinha como a gente ficar, por que ambos namorávamos. Ele disse que só queria que eu soubesse, mais nada. Disse que tudo bem, então fomos embora pra faculdade novamente, quando fui descer do carro e dar um beijo no rosto dele, ele me deu um selinho, na hora eu tremia demais, não sabia o que fazer, mais me segurei e desci do carro.

Fui embora pra minha casa, e aquilo ficou na minha cabeça, mais logo sumiu.

Na semana seguinte combinamos de ir ao cinema, uma galera, o meu namorado estava viajando. Então fomos e ele levou a namorada. Aquele dia foi horrível pra mim, eu fiquei muito mal, e ele também, ficou numa situação super chata, que não sabia o que fazer. Não conversamos nesse dia, nada!

Chegou segunda- feira e eu fui pra faculdade, ele chegou em mim, pediu desculpas por ter levado a namorada, mais ela que tinha insistido pra ir junto conosco. Falei que ele não devia satisfações pra mim, que foi certo levá- la, pois ela era nada mais, nada menos do que namorada dele. Ele virou pra mim e disse : Eu já te falei que estou apaixonado por vc, e terminei meu namoro ontem pra ficar com vc, resolva a sua vida agora se quer ficar comigo.

Eu fiquei muito feliz por ele ter me dito aquilo, mais ao mesmo tempo muito confusa, porque não sabia o que fazer.

Cheguei na minha casa, e fui logo terminar o namoro de 2 anos. Agi completamente pela emoção, mais uma emoção que tomava conta de mim, eu estava completamente cega por aquele garoto.
Passaram- se alguns dias, e eu fiquei com ele, aquele pra mim foi um momento mágico, me senti realizada. Pensei que mudaria naquele instante. Mais eu estava completamente equivocada, pois eu amava ele, e ele só queria ficar comigo, dizia que era novo e estava na fase da curtição. Então fui ficando com ele, mais aquilo me matava por dentro, quando ele saia sozinho pras festas com os amigos, e ficava com várias meninas!

Sempre paciente, eu esperei...esperei o momento dele chegar, e hoje sou a mulher mais feliz do mundo, estamos namorado, quase casados...rsrs

Eu posso dizer que encontrei minha alma gêmea!!!!

Escrito por: Tatiane

A mãe do rosto... Feio...




Uma história de cura. Certa vez, em missão, numa cidade do interior de São Paulo, conheci uma história no mínimo fascinante.
Quem me contou foi o filho único de uma mãe que tinha seu rosto muito feio.Quando ele era criança, cresceu vendo a mãe com um rosto cheio de quelóides e de marcas. Acostumou-se com este rosto; nunca tinha visto sua mãe de outro jeito. Ela sempre foi assim desde que ele nasceu.Ele morava numa vila de uma usina de cana. Poucas pessoas moravam ali. Nunca ninguém comentava nada.
Quando chegou o tempo da escola, aquela mãe decidiu morar mais próxima da cidade. Seu filho precisava estudar.
E quando este menino começou a freqüentar as primeiras aulas da sua vida, ficou fascinado. Eram muitas crianças e muitas novidades por dia. Aprendia coisas que nunca imaginou…Mas na hora da entrada e saída da escola começou a perceber que as outras mães eram mais bonitas que a sua, e o mais surpreendente: alguns pais vinham buscar seus filhos.
Ele se deu conta que nunca havia percebido a falta de seu pai.
- “Onde será que os pais moram?” – se perguntava.
- “Será que os “pais-homens” moram em outro lugar?
- E por que a minha mãe é tão feia?”

Naquela cabecinha de criança muitas perguntas que nunca haviam aparecido.
Veio o mês de maio. Festa das mães. Tinha que levar uma foto da mãe para a escola, a mãe não tinha nenhuma foto.
Começaram as piadinhas dos colegas: “-Também com uma mãe tão feia…”
E quando veio o Dia dos Pais… Cadê o pai?

Aquele menino tinha apenas seis anos de idade e já vivia um conflito interior grande demais.
Foi conhecendo as histórias dos seus coleguinhas com seus pais e foi descobrindo palavras como: separação, alcoolismo, divórcio, abandono.

Logo formulou em sua cabeça a hipótese que seu pai largou sua mãe por que ela era muito feia. E num dia em que dentro de uma casa as coisas ficam tensas, ele jogou tudo pra fora.
Nervoso, pequeno, ousado e sem discernimento - pois era uma criança do alto dos seus seis anos de idade - esbravejou:

“- Mãe, a culpa de meus problemas é que a senhora é muito feia. O papai deixou a senhora por causa disso, não foi?”.

A mulher chorou, reagiu, afagou aquela cabecinha confusa, silenciou e, no dia seguinte, contou sua história ao filho que agora precisava compreender um pouco mais da vida:
Perto da região de usina onde moravam antes houve uma queimada de cana. Aconteceu um acidente. O menino descobriu que seu pai teve que fazer uma escolha: salvar o filho ou a mãe da criança, sua esposa

O pai morreu tentando salvá-lo.
No mesmo incêndio que queimou todo o rosto e parte do corpo de sua mãe.

Termino aqui esta história homenageando este filho que, já conheci adulto e com os olhos cheios d’água, me fez sua partilha.
Que Deus, agora, cure você de toda a vergonha de seus pais e dê a graça de conhecer a história que talvez eles nunca contaram a você. Mas que os fez ficar assim.Bênção e Paz.

Paulo Victor